secretariado

domingo, 7 de março de 2010

Cursos Complementares para a área de Secretariado Executivo



Para se tornar uma boa secretária executiva é necessário que se tenha curso de outro idioma. A novidade é que ser secretária trilingue, já está sendo a nova tendência do século XXI, e não para só por aí aguardem...

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Profissão de Secretariado Executivo



Comunicação e Informação

SECRETARIADO EXECUTIVO

É o conjunto de atividades empregadas na assessoria de empresas e em outras organizações públicas ou privadas. O secretário executivo é o assessor imediato de dirigentes e gerentes de uma organização. Ele não só controla os arquivos, a correspondência e a agenda do chefe, tomando as providências necessárias para que as decisões de seu superior sejam executadas com rapidez, como também participa das decisões da empresa, assessorando os executivos em suas relações nacionais e internacionais. Ele gerencia, por exemplo, processos administrativos, informações, equipes e comunicações internas e externas. Tem poder de decisão sobre a rotina do departamento ou setor em que trabalha, fazendo a ponte com as demais áreas da empresa. Auxilia executivos na preparação de apresentações e na organização de eventos e encontros de negócios.

Saiba aonde estudar Secretariado Executivo
O mercado de trabalho
O mercado para o profissional passou por um período de estabilidade, mas apresenta boas perspectivas de crescimento para os próximos anos, em razão do aumento da demanda por secretários executivos bilíngues ou trilíngues. Empresas multinacionais e as nacionais que fazem negócios com outros países têm necessidade crescente de especialistas em secretariado e tradução e interpretação. A maioria das vagas é aberta onde há grande concentração de empresas e indústrias de diversos setores, como as regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, além do Vale do Paraíba e Campinas (SP). O setor de serviços é o que mais tem contratado, principalmente bancos e construtoras, seguido por empresas do comércio, como grandes redes de lojas e supermercados. Nesse caso, profissionais com conhecimentos em administração e tecnologia da informação são os mais requisitados. Outra possibilidade são os concursos públicos, uma vez que as empresas estatais, que antes não costumavam procurar o profissional, estão buscando cada vez mais seus serviços.
O curso
As matérias básicas são técnicas de secretariado, português, línguas estrangeiras, redação empresarial, informática, cerimonial, protocolo e etiqueta. Aprende-se, ainda, finanças, gestão empresarial e estratégica, marketing, recursos humanos e desenvolvimento organizacional. A maioria das escolas pede um trabalho de conclusão de curso, além do estágio supervisionado na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Secretariado Executivo é uma habilitação da graduação em Letras.

Duração média: três anos.

Outros nomes: Autom. de Escritórios e Sec.; Sec.

O que você pode fazer
Administração Atuar como assessor ou consultor autônomo, atendendo executivos na realização de encontros de negócios e eventos, como seminários e palestras. Secretariado Assessorar executivos em reuniões e participar de decisões da rotina da empresa, atendendo clientes e fornecedores, organizando arquivos, redigindo documentos. Gerenciar os processos administrativos, informações, equipes e comunicações internas e externas da sua área.
Tradução e interpretação Escrever textos em idiomas estrangeiros e traduzir documentos para o português. Fazer a tradução simultânea em reuniões, debates e seminários.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Jubilamento aterroriza estudantes da UFPE

Jubilamento aterroriza alunos da UFPE

sala de aula
Será que ele dormiria se pagasse mensalidade?

A Universidade Federal de Pernambuco está discutindo a possibilidade de voltar aos jubilamentos. Para quem não sabe, o jubilamento é a desvinculação do aluno por não atingir algum determinado critério.

Pois bem, a discussão está aterrorizando os alunos da UFPE, pois a maioria ainda não teve conhecimento do teor do que está sendo discutindo. Antes de tudo, é necessário um resgate histórico.

Até o começo da década de 90, no mandato do ex-reitor Efrem Maranhão, a UFPE jubilava uma parte dos seus alunos, de acordo com os seguintes critérios:

  1. Se o aluno alcançasse o número máximo de semestres (administração, por exemplo, seria 16 semestres)
  2. Se o aluno fosse reprovado quatro vezes na mesma disciplina.

Naquela época fazia parte do movimento estudantil, e um dos problemas verificados era que na Área II, em especial o básico das engenharias, não era incomum a reprovação na mesma disciplina 4 vezes.

A solicitação foi acabar com este item do jubilamento, permanecendo o tempo máximo do curso.

A solicitação do DCE foi aprovada no Conselho Universitário, e simplesmente a partir disso não se levou à cabo nem mesmo o tempo máximo de curso. Pouca gente era jubilada (já que a maioria dos que deveriam ter sido já não estavam mais na UFPE), e tomou-se a decisão de não mais excluir os “eternos estudantes”.

Pois bem, o que aconteceu depois daquilo foi um inchaço de estudantes que nunca se formavam. Para se ter uma idéia, apenas no curso de administração, aproximadamente 100 alunos já passaram de 8 anos no curso. Isso deixou de ser exceção.

A UFPE neste ano resolveu dar um basta nesta situação, em momento muito oportuno, diga-se de passagem.

Para se ter uma idéia do absurdo que se instalou, hoje há uma legião de estudantes profissionais, que nunca se formarão, e estão lá apenas para tirar a carteira de estudante e o passe fácil, ou ainda arrumar estágios, se transformando em mão de obra barata.

Apenas este semestre eu me recusei como coordenador de curso a assinar 8 contratos de estágio de estudantes profissionais. Um deles entrou na UFPE em 1986 e tinha sido reprovado por falta em todas as disciplinas desde o ano 2000. Se matriculava nas mesmas disciplinas que outros ficaram sem vaga.

Com base na nova Lei do Estágio, simplesmente não assino contrato de estudante reprovado por falta. Aliás, este é o dever do coordenador de acordo com a Nova Legislação.

São seis os novos critérios que a UFPE está se dispondo a implementar para o jubilamento. Vamos observar cada ponto e comentar logo abaixo.

  1. houver esgotado o prazo máximo estabelecido pela UFPE para a integralização curricular de um dos cursos, ou de uma de suas habilitações, em que o discente se encontre vinculado.
  2. obtiver 2 (duas) reprovações por falta, consecutivas ou não, no mesmo componente curricular;
  3. obtiver 3 (três) reprovações por nota, consecutivas ou não, no mesmo componente curricular;
  4. obtiver reprovação, por falta ou por nota, em todos os componentes curriculares de um semestre letivo;
  5. obtiver coeficiente de rendimento escolar inferior a 3 (três), por 2 (dois) semestres, consecutivos ou não, conforme disposto no art. 3o;
  6. deixar de realizar a matrícula acadêmica (matrícula em componentes curriculares, trancamento do semestre letivo ou matrícula vínculo) nos prazos previstos no calendário acadêmico da UFPE.

A idéia é criar um programa de acompanhamento do estudante antes do jubilamento, para que sejam efetivados apenas aqueles casos em que realmente não tem mais jeito. É preciso com isso coibir os casos onde há exagero, como por exemplo um aluno que está matriculado em apenas uma disciplina e por acaso foi reprovado. Mas estas são as exceções que devem ser discutidas.

Vejamos os cinco primeiros pontos, que dizem respeito ao desempenho do estudante. À exceção de algum problema particular específico, e do ponto 3 (3 reprovações por nota), qual é a moral que um aluno dessa qualidade teria para poder ostentar um diploma de uma universidade que preste?

Digo o ponto 3 porque podemos incorrer no mesmo erro do passado, quando os alunos da Área II eram jubilados em grande quantidade. É preciso estar atento a isso. Além do que não é incomum a prática de perseguição do professor com o aluno. Infelizmente ainda temos gente assim.

Como disse antes, em algum momento específico, o aluno pode ter um problema pessoal sério prejudique muito seu desempenho. Isso pode acontecer, colocando a cabeça dele na guilhotina, mas é justamente para isso que servirá o Conselho de Acompanhamento do Estudante.

É muito mais um desafio para a instituição do que meramente um corte de cabeças.

Sejamos claros. É justo um aluno ficar na universidade apenas para tirar carteira de estudante? É justo um aluno ocupar uma vaga pública, quando tantos alunos gostariam de estudar numa Universidade Federal?

Os alunos de verdade não devem ter medo da regra de jubilamento. A chance de alcançar um aluno que cumpre com o mínimo exigido é ZERO.

Um aluno que é reprovado em todas as disciplinas do semestre, ou mesmo aquele que tira uma média abaixo de 3,0, realmente não deve receber o mesmo tratamento de um bom aluno.

Está na hora de exigir o mínimo de quem recebe tudo de graça. Muitos destes reclamam da corrupção, esquecendo que o resultado é o mesmo de sua permanência eterna na Universidade, que é o dinheiro público indo pelo ralo.

Um grupo de estudantes resolveu se mobilizar contra o jubilamento. Montaram até um blog chamado “Jubilamento na UFPE não”. O lema destes estudantes é: “Pelo direito de estudar. Pelo direito de Permanecer na universidade. Pela garantia do ensino para tod@s.”

Realmente o que eles querem é permanecer na universidade, mesmo sendo alunos relapsos e profissionais da matrícula. Direito de estudar todos eles têm. Pelo jeito querem tudo, menos estudar, pois não dão valor ao que a sociedade paga com tanto esforço.

Na minha época metade do movimento estudantil seria jubilado, porque o mesmo era recheado de estudantes profissionais que nunca se formavam. Eu não sei como está hoje, espero que esteja diferente.

Só gostaria de saber porque não montam um blog falando dos professores que não dão aula, ou que fingem que ensinam. Poderiam copiar o excelente exemplo do DA de Direito, que está perseguindo os professores fantasmas.

Ah…..pelo jeito alguns estudantes fingem que aprendem.

É o pacto da mediocridade a todo vapor.

É hora de jubilar os profissionais da carteirinha!

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* Este post foi publicado originalmente às 18:29h de ontem.

Autor: Pierre Lucena - 04/12/08 às 9:15